Sociedade civil precisa se engajar com urgência no processo eleitoral
O Conselho Político e Social da ACSP recebeu palestrantes que compartilharam experiências administrativas e políticas para analisar o atual cenário eleitoral e como o eleitor pode se informar

Há menos de três meses das eleições, o Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) recebeu convidados experientes para debater o processo eleitoral.
O presidente em exercício da ACSP, Marcos Nascimento, coordenou a rodada de palestras e debate. Participaram Benito Gama, economista, constituinte e ex-deputado federal por cinco mandatos (último pelo PTB), que também atuou como diretor da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste) durante o governo Lula; Jutahy Magalhães Jr., advogado e ex-deputado federal (último mandato pelo PSDB); Nelson Marchezan Junior, ex-deputado federal (PSDB) e ex-prefeito de Porto Alegre; e Roberto Brant, constituinte, ex-deputado federal (último mandato pelo PFL) e ex-ministro da Previdência e Assistência Social.
Benito Gama fez um breve retrospecto da sua vida pública para traçar um paralelo com o momento atual. “Se no passado participei da mudança de regime político capitaneada por Ulisses Guimarães, hoje vivemos um momento em que o desafio é engajar entidades representativas da sociedade civil e as novas gerações que carecem de líderes preparados; se no passado tínhamos a CNBB à frente contra os jogos de azar, hoje temos as bets como um problema que aflige o país”, exemplificou.
Brant, que foi Ministro da Previdência e Assistência Social e Secretário da Fazenda do Estado de Minas Gerais, destacou que o associativismo é um caminho para aumentar a participação da sociedade. Atualmente, ele trabalha nas propostas de governo do pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado. “O futuro da política começa hoje. Temos de falar com urgência de temas complexos com o Brasil, que hoje chegou a um ponto de esgotamento diante do cenário econômico que impõe há dois anos juros de 14%”, disse.
Nelson Marchezan acrescentou que esse cenário de confusão se agrava porque a população não tem clareza das pautas dos candidatos. “Precisamos que fique claro para os eleitores o que eles propõem, o que pensam, por exemplo, das reformas que precisam ser feitas na área tributária, na saúde e na educação”, afirmou.
Para Jutahy Magalhães, é preocupante que o eleitor não consiga ter uma visão “de como cargos de presidente, governador, senador e deputados devem ser preenchidos para dialogar além da polarização” e precisa ser estimulado o debate para além do fla-flu nas redes sociais e que a vontade de mudar o atual cenário se reflita nas urnas.
IMAGEM: Guilherme Freitas/DC

