Varejo ensaiava recuperação, mas veio a pandemia

Apesar de começar o ano sugerindo tendência de recuperação, a perspectiva é de forte queda nas vendas nos próximos meses, segundo os economistas do Instituto Gastão Vidigal, da ACSP

Instituto Gastão Vidigal
08/Abr/2020
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O varejo iniciou o ano com alta de 3% no primeiro bimestre, sugerindo o início de uma recuperação. A perspectiva para os próximos meses é de forte queda nas vendas, conforme mostram alguns dados preliminares, em decorrência do isolamento social provocado pelo novo coronavírus, que obrigou ao fechamento da maior parte do comércio.

A análise é dos economistas do Instituto Gastão Vidigal, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em fevereiro, o volume de vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) registrou alta de 4,7% ante igual mês de 2019, enquanto no ampliado (que inclui todos os segmentos) a alta foi de 3,3%, apesar de contar com dois dias úteis a menos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Em 12 meses, também foram observadas maiores vendas em ambos tipos de varejo, com leve aceleração no primeiro, e perda de ritmo no segundo, em relação à leitura anterior (1,9% e 3,6%, respectivamente).

No contraste anual, as maiores altas corresponderam a móveis e eletrodomésticos, afetadas positivamente pela maior disponibilidade de crédito e pela redução dos juros, e farmácias, em grande parte devido às compras associadas à perspectiva do surto de coronavírus.

Os demais segmentos que mostraram expansão, em geral, se beneficiaram da recuperação do emprego e da renda. No caso dos hiper e supermercados, houve também a influência da menor pressão dos preços de alimentos.

Pontualmente, os segmentos supermercadista e farmacêutico, que continuaram funcionando, poderiam mostrar resultados positivos, que, junto com as medidas compensatórias anunciadas pelo governo, contribuiriam para mitigar o impacto negativo da pandemia sobre as vendas do comércio, avaliam os econonomistas da ACSP.

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