Vendas do comércio paulistano enfraquecem em agosto
Friozinho estimulou a compra de itens da coleção outono-inverno em liquidação, que cresceram 1%, em média, segundo a ACSP. Porém, consumidor continua inseguro em comprar a prazo

O friozinho tardio durante o mês acabou puxando a ligeira alta nas vendas do comércio paulistano em agosto. Apesar de enfraquecerem diante dos meses anteriores, o movimento registrou crescimento médio de 1%, ante igual período de 2018, segundo o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O indicador de vendas à vista subiu 1,4% na comparação anual, devido à procura por itens de vestuário, calçados e artigos de uso pessoal, beneficiado pelo clima. Já nas compras parceladas ou a prazo a alta foi de apenas 0,6%.
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"Isso mostra que o consumidor, inseguro no emprego, continua cauteloso em fazer compras parceladas - como as de móveis e eletrodomésticos, por exemplo", afirma Emílio Alfieri, economista a ACSP.
Na comparação com julho, a alta média foi maior, de 1,3%, puxada pela venda à vista de itens em liquidação da coleção outono-inverno - inclusive na compra de lembranças para o Dia dos Pais, que ajudou as vendas a crescerem 6,1%. Já no movimento a prazo, o resultado ficou negativo em 3,5%.
"São resultados normais, que refletem a sazonalidade do mês e melhoram com a data comemorativa", diz Alfieri. "Porém, mesmo com essa data na quinzena, o resultado das vendas parceladas reflete essa cautela."
No acumulado de janeiro a agosto de 2019, a alta média ficou em 1,8%, sendo que as vendas a vista cresceram 2,4% no período, e as a prazo, 1,2%. "Ao analisar o resultado do ano, embora tenham predominado grandes flutuações ao longo dos meses, o número ficou ligeiramente abaixo da projeção de alta de 2% nas vendas para o comércio paulistano no mês", afirma.
Mas há boas perspectivas para setembro, segundo o economista da ACSP: sempre considerado um mês fraco para o comércio, as promoções e ofertas da recém-lançada Semana do Brasil, que será realizada entre os dias 6 e 15 de setembro, devem ajudar a melhorar os resultados das vendas no período.
"Muitos varejistas estão se engajando em função dessa campanha para melhorar o movimento. Com a ajuda da liberação do FGTS e do PIS/Pasep, mais o 13º dos aposentados e pensionistas do INSS, esse número pode surpreender", conclui.
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