Vendas do varejo paulistano caem 5% em janeiro

A expectativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) é de recuperação gradual das vendas e estabilidade a partir do segundo semestre

Redação DC
01/Fev/2017
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Vendas do varejo paulistano caem 5% em janeiro


O ano começou com queda de 5% nas vendas do varejo da capital paulista. Foi esse o resultado acumulado em janeiro, na comparação com igual mês do ano passado, de acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). 

A queda aconteceu sobre uma base bastante fraca, já que em janeiro de 2016 as vendas tinham recuado 18,4%. Porém, se o resultado atual for analisado dentro de um contexto mais amplo, ele revela uma tendência de arrefecimento das quedas. 

Nos últimos 12 meses as vendas registram queda média de 7,7%, um recuo menor do que o verificado nos 12 meses anteriores, de 8,7%.

“Precisamos ter cautela, mas com as perspectivas de quedas na inflação, que permitem diminuir os juros, a tendência é que as vendas voltem a ficar estáveis a partir do segundo semestre”, diz Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

O recuo de 5% em janeiro foi resultado da média das vendas à vistas, que caíram 6,9%, e daquelas feitas a prazo, com queda de 3,8%. Há alguns meses as vendas à vista, que costumam ser de menor valor, mostraram um desempenho pior do que as feitas de forma parcelada.

Segundo o presidente da ACSP, isso tem acontecido porque o consumidor passou a parcelar compras que antes pagava à vista. “Houve um crescimento de compras a prazo de roupas e calçados”, diz.

Na comparação com dezembro de 2016, o resultado das vendas de janeiro de 2017 mostra queda média de 37,35% (recuo de 47,9% nas comercializações à vista e de 26,8% nas vendas a prazo). 

Embora mostre um recuo expressivo, o resultado é normal nessa comparação porque as vendas de dezembro são estimuladas pelo Natal.  

CARNAVAL

Para Burti, é preciso ter cautela em relação aos números de fevereiro, pois há fatores de volatilidade. “Para a cidade de São Paulo, o Carnaval não é um evento comercial. Pelo contrário: como as pessoas aproveitam a data para viajar, essa é costumeiramente fraca para o varejo paulistano. Não há muita expectativa de que tenhamos números melhores", diz.

FOTO: Thinkstock

 

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