Taxas operam em alta, com mercado ainda apreensivo com tramitação do pacote fiscal

Uma image de notas de 20 reais

Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

São Paulo, 13 de dezembro de 2024 – As taxas dos contratos futuros de DepósitosInterfinanceiros (DIs) seguem majoritariamente em alta, ainda à espera da aprovação do pacotefiscal e reagindo aos dados do IBC-BR, a prévia do PIB do Brasil, com dados acima do esperado pelomercado.

O Indice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central subiu 0,14% em outubro em relação asetembro, indo a 154,37 pontos. Nos dados sem ajuste sazonal, o IBC-Br atingiu 155,95 pontos, ganhode 7,31% na comparação com o mesmo mês de 2024.

O Termômetro CMA apostava em baixa de 0,35% em outubro ante setembro. Já na comparação comoutubro de 2023, era esperada uma alta de 6,10%.

Na leitura do consultor econômico do Remessa Online, André Galhardo, apesar do avanço dastratativas para votação do pacote fiscal e percepção a votação seja ainda esse ano, o mercadoestá pessimista.

“Apesar das boas notícias que deveriam fortalecer, valorizar a moeda brasileira e ajudar as curvasde juros futuros, o mercado já percebeu que será duríssimo o processo de tramitação dessepacote. Isso porque ontem a representantes do Poder Judiciário já estavam falando em criar umsubteto para indenizações. Esse avanço em relação ao super salários – que é componenteimportante dentro desse pacote de corte de gastos – já parece que estar em risco. E esses são sóos primeiros movimentos de uma tratativa importante, que ainda vai ter bastante disputa… Basta vera reforma tributária, o tanto de concessões que precisou ser feita para que o Senado pudesse levardiante a aprovação da matéria.”

Galhardo entende que o resutado do IBC-BR não foi uma surpresa na medida em que a Pesquisa Mensalde Serviços veio em linha com o projetado.

“Eu tenho dito que independentemente dos desdobramentos e dos próximos passos da políticamonetária, dificilmente ela terá êxito em diminuir o ímpeto da atividade econômica sobretudo noprimeiro semestre de 2025, porque pela primeira vez em mais de 10 anos os empresários têmincapacidade de aumentar os seus investimentos. É porque a economia está é crescendo, e de formamais disseminada. É mais uma coisa boa que o mercado tem interpretado de forma negativa”, aponta.

“Nós estamos diante de muita incerteza em relação à política no Brasil – tem muita questãopolítica no radar e isso tem feito com que as taxas de juros de longo prazo se comportem de formadistinta daquela que a gente esperava quando leu o comunicado da última reunião do Comitê dePolítica Monetária (Copom).”

Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2025 tinha taxa de 12,150%% de12,152% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2026 projetava taxa de 14,745%, de 14,660, o DIpara janeiro de 2027 ia a 14,845%, de 14,710%, e o DI para janeiro de 2028 com taxa de 14,610% de14,445% na mesma comparação. O dólar opera em alta, cotado a R$ 6,0601 para venda.

Camila Brunelli / Safras News

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