Nos corredores de Brasília | Haddad passa de poste a teto de vidro de Lula se derreter em SP

As pesquisas mostram larga vantagem para o atual governador Tarcísio de Freitas no maior colégio eleitoral do país

Redação DC - Brasília
07/Jul/2026
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Nos corredores de Brasília | Haddad passa de poste a teto de vidro de Lula se derreter em SP

Soberania em alerta

A classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA acendeu o alerta no Itamaraty. Em documento à Câmara, a diplomacia brasileira admitiu o risco de a medida abrir brecha para ações unilaterais americanas no país, até com uso de força militar. No Congresso, a leitura é simples: o governo reclama da pressão externa, mas ainda não entregou resposta interna à altura contra o avanço das facções.

Tarcísio larga na frente

A pesquisa Datafolha, realizada entre 1º e 3 de julho, colocou Tarcísio de Freitas em posição confortável em São Paulo: 46% no primeiro turno, contra 30% de Fernando Haddad, e vantagem de 53% a 37% em eventual segundo turno. Nos bastidores, a leitura é que o PT empurrou Haddad para uma disputa de alto risco. O maior colégio eleitoral do país pode virar vitrine da oposição e impor a Lula uma derrota simbólica em 2026.

Contagem regressiva

As duas últimas semanas antes do recesso devem transformar a Câmara dos Deputados em balcão de pressão. Motta tenta organizar a pauta até 17 de julho, mas chega espremido entre governo, oposição e bancadas setoriais. Na fila, estão temas com potencial de desgaste fiscal, eleitoral e corporativo. Os deputados analisam: o que não andar agora ficará contaminado pela campanha. A partir de agosto, a Câmara volta formalmente, mas o plenário já estará com a cabeça nas urnas e vazio.

Dívida rural na mesa

Anunciada por Hugo Motta nas redes sociais, a reunião desta terça-feira (7) no Ministério da Fazenda será a rodada decisiva sobre o PL 5.122/2023, que permite a renegociação de dívidas de produtores rurais. Motta foi escalado para segurar a proposta na Câmara até o governo liberar a votação. A notícia de uma possível medida provisória irritou senadores e deputados, que trabalham há três anos para resolver uma crise que já atinge mais de 1 milhão de produtores em todo o país.

Diesel na conta

A Petrobras recebeu mais R$ 2,7 bilhões da subvenção federal ao diesel, elevando para cerca de R$ 4,7 bilhões o total já pago à companhia no programa em 2026. O número reforça o peso fiscal da tentativa do governo de segurar o preço dos combustíveis em ano eleitoral. A fatura ainda cabe no limite autorizado, mas a leitura no Congresso é de que o diesel voltou a ser tratado como variável política, com dinheiro do Tesouro.

Alcolumbre testa o limite do Planalto

A semana de Davi Alcolumbre mostrou que o presidente do Senado não pretende aliviar para o governo antes do recesso. Ao dar palco à PEC do fim da escala 6x1, decidiu não votar antes das eleições e manter a pressão sobre vetos, além dos créditos orçamentários. A estratégia é deixar pautas de impacto fiscal na vitrine. Fontes revelam que ele não está tentando desarmar a bomba, mas segue medindo até onde o governo aceita negociar para evitar que ela exploda.

 

IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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